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Abstinência

Por que um dependente tem crise da abstinência?

O cérebro que se adaptou ao uso de drogas considera a presença constante da droga e tenta se adaptar e obter um novo equilíbrio, mesmo com a presença do químico e a quantidade exacerbada de neurotransmissores e o prazer efêmero.
Assim muitas vezes o dependente químico busca o uso de drogas não para ficar louco, ou bêbado, e sim para obter e retornar ao equilíbrio mental e neural para voltar a realizar suas tarefas (físicas e cognitivas) habituais.
Algumas vezes, o álcool e drogas são usadas também para aliviar os sintomas da própria crise de abstinência, e isso é muito reconfortante, pois melhora imediatamente após a ingestão da droga.
A adaptação neuronal, quando há a presença de drogas, torna o sistema nervoso central mais sensível à abstinência ou a redução do uso.
Assim, estas adaptações, causarão os desconfortos psíquico e físico frente a falta das substâncias psicoativas. Estes desconfortos são conhecidos por crise de abstinência.
Com a saída das drogas, o sistema nervoso começa a ficar estimulado: eis o início dos sintomas de abstinência.

O uso e a crise de abstinência: um ciclo vicioso.

O processo da crise de abstinência é cíclico e se torna vicioso. Ele inicia com o consumo de álcool ou drogas que provoca alterações no sistema de recompensa cerebral, através de seus efeitos agudos, então frente ao uso frequente e prolongado da substância, o organismo provoca neuroadaptações. São elas:

A adaptação de Oposição: que é um mecanismo que tem como objetivo derrotar os efeitos da droga fazendo uma força contrária dentro das células.

A adaptação de prejuízo: o corpo cria um mecanismos para dificultar a ação das drogas por cima das células, este processo é feito através da redução do número de neuroreceptores (dow regulation) que reduz a eficiência do corpo na sua capacidade de ter prazer.

Estas neuroadaptações tem a finalidade de recuperar o equilíbrio perdido, criando assim a tolerância no organismo do dependente químico. Então, o dependente para ou diminui o uso de drogas ou álcool, com esta interrupção do consumo, a adaptação neurológica aparece, fazendo surgir uma sintomatologia no sentido oposto aos efeitos da droga. É a crise de abstinência, que durará enquanto o equilíbrio anterior (sem drogas) não for restabelecido.
Esta adaptação durará enquanto tiver a abstinência, contudo o retorno ao uso fará todo o ciclo começar novamente, fazendo os efeitos agudos ressurgirem e voltar ao ciclo vicioso.

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